22 de julho de 2011

Remoto

Transferir-se além,
da matéria, 
do céu, 
do que sou.
 Ir longe, esse é o meu desejo. 
Esse é o meu amante.
 Exportar-se, assentar distante.
 Sentir a alma, esse é o meu desejo. 
Esse é o meu amante. 
E tudo de cima ver. 
Um dia. 
Uma só vez. 
Para unicamente. 
Crer.

2 comentários:

Henrique Miné disse...

bom saber que não estou sozinho nisso...

sempre bom ler aqui, pena que tenha passado tempo afastado. Mas, esses dias, conversando com uns amigos, lembrei daqui, falei de teus poemas, aí bateu saudade..

beeeeijos!

Rafael disse...

Ui, ótimo, Ana!
Bjs